15.11.08

Traduzir nomes próprios

Sim, não, talvez

Quem é que, actualmente, não escreve Júlio Verne? Ninguém, tanto quanto vejo. O meu autor desta semana, João de Araújo Correia, escreveu: «Nossos avós traduziam os nomes próprios. Diziam Emílio Zola e Júlio Verne em vez de Émile Zola e Jules Verne. Os próprios estrangeiros, residentes em Portugal, concordavam com a tradução. Houve, no Porto, o Emílio Biel, o Ernesto Chardron e, mais chegada ao nosso tempo, a ínclita Carolina Michaelis» (A Língua Portuguesa. Lisboa: Editorial Verbo [s/d, mas de 1959], pp. 104-5).

6 comentários:

Frederico J. disse...

Sou contra senão o que seria do William Shakespeare, Guilherme Shakespeare?

www.jvernept.blogspot.com

Helder Guégués disse...

Seria o que foi de Jules Vernes.

Anónimo disse...

Exactamente. Quem é que não diz "Guilherme de Orange", "João Sem Terra", "o príncipe Carlos", "Joana d'Arc"... e por aí fora.

Conversa próxima desta é a que respeita aos títulos consagrados de certas obras literárias. Vê-los alterados,é ter a sensação de obra maltratada. Dois exemplos relativamente recentes:
"A Letra Escarlate" que uma tradução recente converteu em "A Letra Vermelha"; e a "Recordações da Casa dos Mortos" que passou a ser coisa de que já não me lembro bem, mas que seria assemelhável a "A Casa das Neves Eternas".

Anónimo disse...

Já não faz sentido nenhum traduzir os nomes dos autores, aliás nunca fez.

Paulo disse...

Embora não tenha nada a ver com isto, deixo na mesma esta pergunta.

Porque será que nos últimos tempos se ouve, sistemáticamente, esta expressão: "Não deitar fora o bébé junto com a água do banho" ou similares ?

Ricardo disse...

No que diz respeito às línguas clássicas, os nomes são todos traduzidos para português e não me consta que tenha alguma vez havido polémicas como esta.