14.2.09

O Acordo Ortográfico no Brasil

Não sabiam, hã?

As provas de Língua Portuguesa em concursos públicos no Brasil são, é a ideia que tenho, mais rigorosas, mais exigentes do que em Portugal. Agora, com a entrada em vigor do Decreto 6583, que promulgou as novas regras ortográficas, esses concursos, as provas escolares e os vestibulares passam a ser um obstáculo ainda mais difícil de superar, pois se o examinando pode usar, no período entre 2009 e 2012, qualquer uma das duas normas — ou as duas no mesmo texto! — nas provas discursivas, também o examinador, nas perguntas directas, pode exigir somente o conhecimento das novas regras ou das antigas.

4 comentários:

Anónimo disse...

Há tempos, deu aqui notícia de que João Ubaldo dizia não termos nós a penetração de estrangeirismos que o Brasil tem.
Foi simpatia dele. Mas mesmo que se lhe dê razão, a verdade é que, no Brasil há cuidados que nós não temos: a Globo teve (e terá, ainda?), uma equipa a corrigir os erros dos textos e dos actores das telenovelas. Quanto a nós, é "meia bola e... força".

MFCR

Helder Guégués disse...

Cá, nem os jornais vão tendo revisores. Mas somos um povo cordato e continuamos a comprar os jornais.

Eugenio Hansen, OFS disse...

Paz e bem!

Estás enganado,
pois se o Edital de um concurso
definir apenas uma das formas de ortografia, será contestado e duvido que não seja retificado.
Se na prova for exigida apenas uma das regras, a quantidade de recursos que certamente serão interpostos será imensa e possivelmente a questão considerada certa para todos.

O que é certo é que as pessoas que elaboram questões para os concursos até 2012 terão de elaborar suas pergundas observando duas regras e não podendo contrariar nenhuma delas.

Helder Guégués disse...

É o teu desejo a falar. Apetece-me dizer: o tempo o dirá. Mas não, pois já se sabe que há universidades que é isso que vão fazer.