30.6.09

O uso de estrangeirismos

Adivinhem

      «Este [o debate nos meios de comunicação social nos Estados Unidos] encontra-se quase completamente ocupado por políticos e por pundits como Bill O’Reilly, Keith Olbermann e Sean Hannity, estes últimos cumprindo a função de comentadores supostamente informados mas, na prática, fazendo parte de um sistema de produção de opiniões cada vez mais politizado e partidarizado, e cuja relação com alguns factos básicos conhecidos sobre a vida política é, no mínimo, problemática» («Os politólogos», Pedro Magalhães, Público, 29.06.2009, p. 29). Nesta última crónica para o Público, Pedro Magalhães usou duas vezes o termo inglês pundit sem nunca explicar do que se tratava. Claro que, não sendo jornalista, não tem a mesma gravidade, mas as consequências para leitor são as mesmas — não compreenderá do que se trata. Pundit é o nosso «pândita», mas noutra acepção que desconhecemos, a de «analista».

Actualização em 14.08.2009

      «Clinicians, pundits and researchers all like to say things like ‘There is a need for more research,’ because it sounds forward-thinking and open-minded» (Bad Science, Ben Goldacre. Londres: Fourth Estate, 2008, p. 57). «Tanto os clínicos como os peritos e os investigadores fazem afirmações do género: «É necessária mais investigação», porque transmite uma ideia de visão do futuro e abertura de espírito» (Ciência da Treta, Ben Goldacre. Tradução de Maria Georgina Segurado. Lisboa: Editorial Bizâncio, 2009, p. 76).

1 comentário:

Pedro Magalhães disse...

Tem razão.