6.2.11

Veimar/Weimar

D. Raphael sabia


      Numa folha com anotações, um grande tradutor espanta-se (!) que outro tradutor tenha optado por escrever Veimar em vez de Weimar. E eu ia jurar que já uma vez aqui tinha falado de Veimar. Mas não: foi de Weimar. Numa edição de 1813 da Gazeta de Lisboa, é Veimar que se lê. No Vocabulario Portuguez & Latino, de Bluteau, é também esta forma que se lê. Neste ínterim de 200 anos, foi usada noutras obras, como, por exemplo, Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira.

[Post 4401]

6 comentários:

Anónimo disse...

Mas a esta altura do blogue já todos os seus leitores perceberam (excepto os que já deram e estão continuamente a renovar provas de ininteligência irremediável) que as velhas praxes e formas castiças não são o forte de quem quer que seja, tradutores ou não, grandes ou pequenos. O seu forte é o exotismo, de preferência, se não exclusivamente, bife.
- Montexto

Paulo Araujo disse...

Se é para ser aportuguesado o topônimo, deveria ser (no meu modestíssimo entender),
'Váimar', se usado o critério fonético; o critério ortográfico de apenas substituir o 'W' por 'V' já não parece tão necessário, uma vez que o 'w' está incorporado ao nosso alfabeto. Onde estou errado?

Helder Guégués disse...

Estamos quase lá, caro Paulo Araujo. Com o novo acordo ortográfico, através da Base I, 2.º, b), as letras k, w e y vão passar a usar-se em topónimos originários de outras línguas e seus derivados. Tem razão quanto ao aportuguesamento, mas eu referia-me somente ao retomar de certa tradição.

Paulo Araujo disse...

Certamente. Bluteau deve ser relembrado, de vez em quando. Três séculos ainda não foram suficientes para dispensá-lo de todo.

C. Kupo disse...

E por que "D. Raphael", com PH?

Franco e Silva disse...

"Veimar (top.)", no V.O.L.P. (Academia de Ciências de Lisboa), de Rebêlo Gonçalves, editado em 1940 pela Imprensa Nacional de Lisboa.