8.12.08

Acordo Ortográfico

Arthur Conan Doyle. O Atleta Desaparecido.
Lisboa: Livraria Editora Guimarães & C.ª, 1934

Fahrenheit 451


Se fosse, e outros antes de mim o tivessem sido, catastrofista e tonto, o livro de que reproduzo acima uma página não teria sobrevivido aos acordos ortográficos. Tezouro, vêr, pôço, sêco, êle, fôrça, fôra, hombro não impedem, nem pouco mais ou menos, uma leitura corrente. A propósito: já fui contratado por duas editoras para, já em Janeiro, rever duas obras segundo as regras do Acordo Ortográfico de 1990. Era como eu aqui facilmente predizia: enquanto os teóricos vão argumentando do bem ou mal fundado das alterações, os revisores são os primeiros a ter de estudar e aplicar as novas regras.

2 comentários:

Ricardo Nobre disse...

É precisamente por estas páginas poderem ser lidas e entendidas na sua integridade que as diferenças gráficas entre Portugal e o Brasil não precisavam de ser abatidas sem critério científico consistente, como aliás tem sido provado pelos teóricos que "vão argumentando do bem ou mal fundado das alterações"...

Helder Guégués disse...

É precisamente por poderem ser lidas que, havendo alterações, bem ou mal fundadas, continuarão a poder ser lidas no futuro as que hoje se escrevem de harmonia com o Acordo Ortográfico de 1945...