2.3.09

Idiomatismos

Untar as mãos

«Elle est l’occasion de découvrir que le système est largement corrompu, rémunérant grassement ceux qui le contrôlent et le jugent, et distribuant des revenus indécents aux responsables de ces desastres», escreveu Jacques Attali na página 15 do seu La crise, et après? (Paris: Fayard, 2008). É interessante comprovar como os termos «unto», «untar» e outros correlatos andam em várias línguas associados à ideia de corrupção e aos ganhos ilícitos. Em francês, graisser la patte à quelqu’un está atestado desde o século XVII, e, mais antigo e com o mesmo significado, oindre la paume, registado logo no século XIV.

2 comentários:

Marta Isidoro disse...

Caro Helder, na sexta-feira passada, ao ler o Público, deparo-me com a seguinte pérola: "Ter-se-há encontrado".
Achei primeiro que estava vesga e logo depois veio a indignação. Que o Público há muito nos habituou às gralhas e aos erros é um facto. Mas isso não minimiza que continuem a escrever-se coisas como esta.
Peço-lhe uma opinião: julga que escrever ao JMF adiantará alguma coisa?

Helder Guégués disse...

Claro que adianta. Tal como a Marta, muitos outros leitores se vão queixando.